25 agosto 2016

Prefeito de Cruzeiro do Sul diz que áudio gravado contra ele é 'armação'

Em áudio, prefeito aparece oferecendo R$ 5 mil para candidato a vereador.

Sales confirmou reunião com candidato, mas negou ter dado dinheiro a Freire.


Adelcimar Carvalho e Iryá Rodrigues | G1 AC

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, se pronunciou nesta quinta-feira (25) sobre o áudio divulgado na manhã de quarta (24), onde ele aparece oferecendo R$ 5 mil ao candidato a vereador, Clebisson Freire. Sales afirmou que o áudio foi gravado de forma "clandestina" durante uma reunião em sua casa e que se trata de uma armação. Ele diz ainda que foi procurado pelo próprio candidato, que alegava problemas financeiros. 


Vagner Sales (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Vagner Sales (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)

A polêmica envolvendo o chefe de gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mario Neto, e um dirigente do PSDB, Edson de Paula, tomou mais proporções após o áudio divulgado na manhã de quarta-feira (24). Os dois permanecem presos na PF. 


Os dois são acusados, pelo candidato Freire, de tentar comprar sua candidatura. Porém, Sales afirmou que durante uma reunião, Freire teria dito que iria desistir da candidatura por falta de dinheiro e afirmado que estava com problemas financeiros e precisava pagar pensão alimentícia que estava atrasada.

O candidato teria pedido um emprego na prefeitura e ajuda. O prefeito disse que não poderia conseguir um cargo, já que estava em período eleitoral, mas que poderia ajudá-lo com dinheiro, que segundo Sales, sairia do seu próprio bolso.

"Quanto aos R$ 5 mil reais que ele estava precisando, eu disse que poderia ajudar. Ajudo do meu, das minhas condições. Aí esse rapaz foi embora e não apareceu mais. Eu só soube depois que meu secretário e o Edson de Paula tinham sido presos. Não dei nenhum centavo para esse cidadão. Foi uma armação dessas pessoas que perderam as eleições e que querem agora ganhar em Cruzeiro do Sul", alegou o prefeito.

Sobre o chefe do gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mário Neto, preso pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção ativa, o prefeito disse que Neto pediu que fosse exonerado do cargo. O prefeito voltou a confirmar que não tem conhecimento sobre o dinheiro que supostamente teria sido dado ao candidato e afirmou que os R$ 5 mil não estavam com Neto nem com o Edson de Paula.

Entenda o caso

 
O chefe do gabinete do executivo em Cruzeiro do Sul, Mário Neto, permanece preso na sede da Polícia Federal da cidade sob suspeita de corrupção ativa. Ele estaria pagando candidatos a vereador para desistirem da candidatura com o intuito de apoiarem a chapa "Juntos por Cruzeiro", do candidato Ilderlei Cordeiro, apoiada pelo prefeito Vagner Sales (PMDB).

O presidente do diretório do PSDB na cidade, Edson de Paula, também foi preso pela mesma denúncia.

Na segunda maior cidade do estado, a coligação "Juntos por Cruzeiro" é apoiada pelo PMDB e atual prefeito da cidade, a outra coligação "Cruzeiro em Boas Mãos" é encabeçada pelo Henrique Afonso do PSDB. A ideia da coligação de Ilderlei, segundo o denunciante, era tentar enfraquecer a coligação oposta.




Filha do traficante Beira-Mar é candidata a vereadora em Duque de Caxias

Enquanto o pai cumpre pena na penitenciária de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Fernanda Izabel Costa, que declarou patrimônio de R$ 140 mil ao TSE, tenta ingressar na política no município da Baixada Fluminense


Suellen Amorim | Estadão

RIO - A filha de Fernandinho Beira-Mar, um dos traficantes mais famosos do Brasil, é candidata a vereadora em Duque de Caxias, cidade na Baixada Fluminense. Beira-Mar cumpre pena na penitenciária de Mossoró (RN). Fernanda Izabel Costa (PP) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que é dona de uma sala comercial na favela Parque Beira Mar, no município, e de um carro financiado, modelo Hyundai HB20. Juntos, os bens de Fernanda, que é cirurgiã-dentista, somam R$ 140 mil. 

Fernanda Izabel Costa (PP-RJ)
Fernanda Izabel Costa (PP-RJ)
Na documentação apresentada por Fernanda à Justiça Eleitoral, estão duas certidões de nada consta do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com os documentos, não há qualquer imputação penal ou criminal contra a candidata, que apresentou ainda o registro nos Conselhos Federal e Regional de Odontologia.

Filiada ao PP, Fernanda é candidata pela Coligação Unidos para Renovar, composta ainda pelo PSDB.


Mesmo foragido vereador quer se reeleger em Resende

Ex-presidente da Câmara é acusado de fraude em licitações 


Elizeu Pires
A Promotoria Eleitoral de Resende, cidade do Sul Fluminense, está propondo a impugnação do registro de candidatura do vereador Jeremias Casemiro, o Mirim, acusado de, como presidente da Câmara Municipal, gerar um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 880 mil, através de fraude em licitações. Ele, que ainda é acusado de peculato, está com prisão preventiva decretada e mesmo foragido da Justiça teve sua candidatura a reeleição registrada na 198ª Zona Eleitoral pelo Partido da Solidariedade (SD). 


Mirim, segundo o Ministério Público, comandava uma quadrilha formada dentro da Câmara de Resende
Mirim, segundo o Ministério Público, comandava uma quadrilha formada dentro da Câmara de Resende

A ação foi proposta pelo promotor Diogo Erthal Alves da Costa, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Resende, sustenta que eventual deferimento de registro dessa candidatura feriria o princípio constitucional da moralidade. “No caso presente, salta aos olhos a repulsa decorrente do ferimento ao princípio da moralidade, diante de candidato foragido, com ordem de prisão em aberto, que ousa, desrespeitando as determinações do Estado, candidatar-se a cargo nos quadros desse mesmo Estado”, destaca trecho da ação.

O esquema de corrupção na Câmara de Resende foi desmontado pela Operação Betrug, realizada em outubro de 2015, quando foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra vereadores e um grupo de pessoas acusadas de fraude a licitação, organização criminosa, peculato e falsificação de documentos.



24 agosto 2016

PF investiga desvio de recursos em confederações esportivas

Operação Nemeus é realizada em Parceria com Ministério Público Federal.
Controladoria Geral da União também participa de ações.


Do G1 Rio

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (24), uma operação para desarticular uma quadrilha responsável por fraudes em licitações e desvios de recursos públicos concedidos pelo Ministério do Esporte, por meio de convênios, a diversas confederações esportivas. A ação, batizada como Nemeus, é feita em conjunto com o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União a Operação Nemeus.




Os policiais cumprem 16 mandados judiciais nas cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Caxias do Sul, em escritórios e residências de pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha.

Na cidade do Rio, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão, 4 conduções coercitivas, um mandado de prisão preventiva e uma notificação judicial de afastamento do presidente da Confederação de Taekwondo por ligação de empresas ligadas às fraudes. Diligências também estão sendo realizadas nas confederações brasileiras de Tiro Esportivo e de Taekwondo, além de buscas em empresas ligadas às fraudes.

O nome da operação, Nemeus, é em alusão aos Jogos Nemeus, disputados na Grécia antiga e dedicados a Zeus.



Candidato a prefeito de Carapicuíba é procurado por fraude em contratações

Seis integrantes do governo do município foram presos preventivamente.

Esquema dispensava concursos para nomear apadrinhados.


Do G1 São Paulo

Um candidato à Prefeitura de Carapicuíba e um ex-deputado estadual estão foragidos da polícia por suposto envolvimento em esquema de contratações fraudulentas na Prefeitura do município na Grande São Paulo. Seis integrantes do governo do município foram presos preventivamente. 


Vereadores de Carapicuíba (SP) sendo presos


Everaldo Francisco da Silva, Professor Everaldo, candidato a prefeito pelo PT, e Isaac Franco dos Reis, ex deputado estadual também pelo PT, estão sendo procurados.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, vereadores e servidores do executivo trabalhavam juntos para dispensar concursos públicos, nomear apadrinhados para cargos na área da saúde e definir quem receberia um benefício pago a pessoas desempregadas. Em troca teriam a fidelidade do voto.

Entre as provas apresentadas pelo MP, está um documento com nomes referentes às nomeações de um dos vereadores com direito a recibo. As promotoras do caso estimam que o esquema funcionava pelo menos desde 2013.

Os vereadores Carlos Roberto Mendes Peixoto (PPS), Orcival Crepaldi (PPS), Elias Fernandes Cassundé (PPS), Jeferson Sores de Macedo (PSDB) foram presos na tarde desta terça junto a ex-diretora de Recursos Humanos da Prefeitura de Carapicuíba, Elaine Cristina Pereira.

Durante a noite, os quatro vereadores e a ex-servidora presos passaram por exame no IML e foram para a prisão. Além deles, o vereador Paulo Xavier (PSDB) está preso desde maio.