Alberto Youssef
Carlos Habib Chater
delação premiada
José Janene
lavagem de dinheiro
Luiz Inácio Lula da Silva
mensalão
Ministério Público Federal
Operação Lava Jato
Polícia Federal
PT
MP denuncia Youssef por lavagem no mensalão
Doleiro ajudou deputado José Janene (PP), morto em 2010, a esconder dinheiro pago pelo PT para comprar votos no Congresso
Daniel Haidar, do Rio de Janeiro | Veja
Operador de um megaesquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef foi acusado pelo Ministério Público Federal de esconder a origem de parte do dinheiro distribuído no mensalão, o maior escândalo de corrupção do país, montado no governo Lula. A denúncia contra o doleiro foi apresentada à Justiça Federal do Paraná nesta quinta-feira.
Na ação, Youssef é acusado de ocultar a origem de parte dos 4,1 milhões de reais recebidos pelo ex-deputado federal José Janene (PP), morto em 2010. O esquema de lavagem de dinheiro utilizava a indústria Dunel, de Londrina (PR). Janene virou sócio da empresa com um investimento de 1,16 milhão de reais, como se fosse um investidor interessado no crescimento do negócio. Mas a investigação constatou que o objetivo era, na verdade, encontrar um duto para desviar recursos para empresas de fachada comandadas por Youssef e dar aparência legítima ao dinheiro do mensalão. Assinam a denúncia os procuradores Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Carlos Fernando Santos Lima, Orlando Martello Júnior e Andrey Mendonça.
Além de Youssef, familiares de Janene também foram denunciados. A filha do ex-deputado, Danielle Janene, e o primo Meheidin Hussein Jenani, ajudavam na operação da indústria. O irmão de Janene, Assad Jannani, ajudou a ocultar ativos desviados da indústria Dunel, ainda de acordo com o Ministério Público. O doleiro Carlos Habib Chater, um dos pivôs da Operação Lava-Jato, também participou do esquema de lavagem de dinheiro do ex-deputado. Se fosse vivo, José Janene também seria acusado, segundo o MPF.
A investigação foi aberta em 2009, quando um sócio enganado por Janene desconfiou do esquema. A partir deste inquérito, a Polícia Federal constatou que Youssef descumpriu acordo de delação premiada firmado com a Justiça e voltou a praticar crimes. Este foi o princípio da Operação Lava-Jato, que desvendou operações de lavagem que movimentaram cerca de 10 bilhões de reais. A polícia também constatou que o doleiro era o verdadeiro dono da corretora Bônus-Banval, uma das fontes dos recursos do mensalão.
Se a denúncia for aceita pela 13ª Vara Federal do Paraná, os acusados vão a responder aos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, apropriação indébita, estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Operador de um megaesquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef foi acusado pelo Ministério Público Federal de esconder a origem de parte do dinheiro distribuído no mensalão, o maior escândalo de corrupção do país, montado no governo Lula. A denúncia contra o doleiro foi apresentada à Justiça Federal do Paraná nesta quinta-feira.
Na ação, Youssef é acusado de ocultar a origem de parte dos 4,1 milhões de reais recebidos pelo ex-deputado federal José Janene (PP), morto em 2010. O esquema de lavagem de dinheiro utilizava a indústria Dunel, de Londrina (PR). Janene virou sócio da empresa com um investimento de 1,16 milhão de reais, como se fosse um investidor interessado no crescimento do negócio. Mas a investigação constatou que o objetivo era, na verdade, encontrar um duto para desviar recursos para empresas de fachada comandadas por Youssef e dar aparência legítima ao dinheiro do mensalão. Assinam a denúncia os procuradores Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Carlos Fernando Santos Lima, Orlando Martello Júnior e Andrey Mendonça.
Além de Youssef, familiares de Janene também foram denunciados. A filha do ex-deputado, Danielle Janene, e o primo Meheidin Hussein Jenani, ajudavam na operação da indústria. O irmão de Janene, Assad Jannani, ajudou a ocultar ativos desviados da indústria Dunel, ainda de acordo com o Ministério Público. O doleiro Carlos Habib Chater, um dos pivôs da Operação Lava-Jato, também participou do esquema de lavagem de dinheiro do ex-deputado. Se fosse vivo, José Janene também seria acusado, segundo o MPF.
A investigação foi aberta em 2009, quando um sócio enganado por Janene desconfiou do esquema. A partir deste inquérito, a Polícia Federal constatou que Youssef descumpriu acordo de delação premiada firmado com a Justiça e voltou a praticar crimes. Este foi o princípio da Operação Lava-Jato, que desvendou operações de lavagem que movimentaram cerca de 10 bilhões de reais. A polícia também constatou que o doleiro era o verdadeiro dono da corretora Bônus-Banval, uma das fontes dos recursos do mensalão.
Se a denúncia for aceita pela 13ª Vara Federal do Paraná, os acusados vão a responder aos crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa, apropriação indébita, estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
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