condenado
Fernando Augusto Bastos
Flávio Eduardo de Brito
inelegível
José Américo da Conceição
Marcelo Zelão
Ministério Público
Multiprof
PCdoB
prefeito
Robson Oliveira Azevedo
Silva Jardim
Elizeu Pires
O ex-prefeito de Silva Jardim e pré-candidato a prefeito pelo PCdoB, Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão, foi condenado a oito anos de inelegibilidade em processo movido pelo Ministério Público por compra de votos, uso da máquina administrativa e oferecimento de empregos em uma cooperativa que fornecia mão de obra ao município, a Multiprof. A decisão tomada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral, Daniela Correia da Silva, aplica a mesma pena ao ex-vice-prefeito Fernando Augusto Bastos, aos vereadores Flávio Eduardo de Brito, Robson Oliveira Azevedo e ao suplente José Américo da Conceição, mas em relação aos três últimos a magistrada determinou também a cassação de seus respectivos diplomas para anular os votos conferidos a eles nas eleições de 2012. Como a decisão é de primeira instância ainda cabe recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral, que pela legislação em vigor tem de julgar o processo antes da eleição de outubro. Se a condenação for mantida em corte colegiada nenhum dos cinco poderá disputar o pleito deste ano.
De acordo como o que foi apurado pelo Ministério Público, a gestão de Marcelo Zelão foi marcada por uma verdadeira farra com recursos públicos visando a reeleição do então prefeito e a renovação dos mandatos de vereadores aliados. O MP constatou compra de votos com pagamentos em espécie e empregos na Prefeitura, através de nomeações em cargos de confiança e contratações da Multiprof. Sustentado por depoimentos de testemunhas que confessaram o recebimento de dinheiro e por transcrições de interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça, o inquérito aberto pelo promotor Marcelo Arsênio, reuniu provas, por exemplo, que o então vice-prefeito e secretário de Educação, Fernando Bastos, solicitava à empresa contratada pelo município para fazer o transporte de estudantes universitário, veículos para serem usados em passeios por eleitores em potencial e para levar membros de uma igreja para outra.
O esquema de corrupção eleitoral na Prefeitura de Silva Jardim começou a ser investigado em maio de 2012 e três meses depois uma operação realizada pelo MP com apoio da Polícia Federal resultou no afastamento dos vereadores Flávio, Robson e de três membros do governo. No dia 27 de setembro daquele ano foram feitas buscas e apreensões na Câmara de Vereadores e no escritório local da Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof), onde foram apreendidos documentos das pessoas contratadas para trabalharem na campanha dos denunciados.
Zelão, de Silva Jardim, pega oito anos de inelegibilidade por corrupção eleitoral
Além de enquadrar o ex-prefeito de Silva Jardim, decisão afeta ainda o ex-vice, dois vereadores e um suplente
Elizeu Pires
O ex-prefeito de Silva Jardim e pré-candidato a prefeito pelo PCdoB, Marcelo Cabreira Xavier, o Marcelo Zelão, foi condenado a oito anos de inelegibilidade em processo movido pelo Ministério Público por compra de votos, uso da máquina administrativa e oferecimento de empregos em uma cooperativa que fornecia mão de obra ao município, a Multiprof. A decisão tomada pela juíza da 63ª Zona Eleitoral, Daniela Correia da Silva, aplica a mesma pena ao ex-vice-prefeito Fernando Augusto Bastos, aos vereadores Flávio Eduardo de Brito, Robson Oliveira Azevedo e ao suplente José Américo da Conceição, mas em relação aos três últimos a magistrada determinou também a cassação de seus respectivos diplomas para anular os votos conferidos a eles nas eleições de 2012. Como a decisão é de primeira instância ainda cabe recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral, que pela legislação em vigor tem de julgar o processo antes da eleição de outubro. Se a condenação for mantida em corte colegiada nenhum dos cinco poderá disputar o pleito deste ano.
Fernando Augusto e Marcelo Zelão foram condenados pela Jutiça a oito anos de inelegibilidade |
De acordo como o que foi apurado pelo Ministério Público, a gestão de Marcelo Zelão foi marcada por uma verdadeira farra com recursos públicos visando a reeleição do então prefeito e a renovação dos mandatos de vereadores aliados. O MP constatou compra de votos com pagamentos em espécie e empregos na Prefeitura, através de nomeações em cargos de confiança e contratações da Multiprof. Sustentado por depoimentos de testemunhas que confessaram o recebimento de dinheiro e por transcrições de interceptações telefônicas feitas com autorização da Justiça, o inquérito aberto pelo promotor Marcelo Arsênio, reuniu provas, por exemplo, que o então vice-prefeito e secretário de Educação, Fernando Bastos, solicitava à empresa contratada pelo município para fazer o transporte de estudantes universitário, veículos para serem usados em passeios por eleitores em potencial e para levar membros de uma igreja para outra.
O esquema de corrupção eleitoral na Prefeitura de Silva Jardim começou a ser investigado em maio de 2012 e três meses depois uma operação realizada pelo MP com apoio da Polícia Federal resultou no afastamento dos vereadores Flávio, Robson e de três membros do governo. No dia 27 de setembro daquele ano foram feitas buscas e apreensões na Câmara de Vereadores e no escritório local da Cooperativa Multiprofissional de Serviços (Multiprof), onde foram apreendidos documentos das pessoas contratadas para trabalharem na campanha dos denunciados.
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